Quem foi melhor depois dos 35: Djokovic, Nadal ou Federer?

Com Novak Djokovic, o último dos “Três Grandes”, acumulando três derrotas consecutivas, cresce a especulação sobre quando o maior tenista de todos os tempos decidirá pendurar a raquete.

Mesmo para alguém do calibre de Djokovic, o tempo é um adversário implacável. O sérvio agora enfrenta a mesma questão que Roger Federer e Rafael Nadal tiveram que encarar antes dele: quando será o momento certo para se despedir do circuito?

Após sua eliminação em Indian Wells, Djokovic mencionou a necessidade de um “plano”, mas como o desempenho do sérvio após os 35 anos se compara ao de Federer e Nadal?

Para essa análise, o site tennis365.com fez um comparativo, considerando o ano em que cada jogador completou 35 anos, ou seja, embora tenham começado a temporada com 34, em agosto estariam mais próximos dos 40 do que dos 30.

Roger Federer

O mais velho do trio, Federer iniciou sua trajetória na ATP em julho de 1998, no Aberto da Suíça, e competiu até a Laver Cup de 2022, encerrando uma impressionante carreira de 24 anos no mais alto nível.

Embora a maior parte de seus títulos tenha vindo na primeira metade de sua trajetória, o suíço ainda conquistou diversos troféus após os 35 anos.

Depois de uma temporada de 2016 marcada por lesões, Federer voltou em grande forma em 2017, faturando sete títulos, incluindo dois Grand Slams, e encerrando o ano como número 2 do ranking.

Em 2018, conquistou seu 20º e último Grand Slam no Aberto da Austrália, fechando a temporada como número 3 do mundo. No entanto, as lesões voltaram a afetá-lo, e ele se aposentou em 2022, após sua última participação em Wimbledon.

  • Seis temporadas
  • 15 títulos, incluindo três Grand Slams
  • 192 vitórias em 229 partidas (84%)
  • Média de ranking ao fim do ano: Nº 6

Rafael Nadal

Dos três, Nadal teve a carreira mais curta após os 35 anos, com lesões persistentes limitando sua participação no circuito.

Em 2021, disputou apenas 29 partidas, conquistando dois títulos e encerrando o ano como número 6 do mundo.

No ano seguinte, fez história ao vencer o Aberto da Austrália e ultrapassar Federer e Djokovic no recorde de Grand Slams. Mais tarde, faturou seu 14º e último título de Roland Garros, derrotando Casper Ruud na final.

No entanto, esse foi seu último grande triunfo. Uma lesão no quadril o afastou das quadras em 2023, restringindo sua participação a apenas quatro partidas.

Nadal deixou o top 10 pela primeira vez desde 2004 e retornou em 2024 para disputar as últimas 20 partidas de sua carreira. O espanhol, vencedor de 22 Grand Slams, fez uma despedida emocionante na Copa Davis, terminando o ano como número 154 do mundo após ter iniciado a temporada na 672ª posição.

  • Quatro temporadas
  • Seis títulos, incluindo dois Grand Slams
  • 76 vitórias em 100 partidas (76%)
  • Média de ranking ao fim do ano: Nº 207

Novak Djokovic

Djokovic tem aproveitado ao máximo seus últimos anos no esporte, somando quatro Grand Slams e uma medalha olímpica desde que completou 35 anos.

Em 2022, venceu Wimbledon e chegou ao seu 21º Major, voltando ao topo do ranking na temporada seguinte, quando conquistou mais três Slams.

No entanto, 2024 foi um ano abaixo das expectativas para o sérvio. Ele conquistou apenas um título – sua tão desejada medalha olímpica – e terminou a temporada na 7ª posição do ranking, sua pior colocação desde 2017.

Agora, em 2025, Djokovic começou de forma preocupante, com três derrotas consecutivas, levantando dúvidas sobre seu futuro no circuito.

  • Quarta temporada em andamento
  • 13 títulos, incluindo quatro Grand Slams
  • 135 vitórias em 161 partidas (84%)
  • Média de ranking ao fim do ano: Nº 8

Andy Murray – Uma menção honrosa

Para os fãs de Andy Murray, vale destacar sua trajetória após os 35 anos.

Em 2022, três anos depois de uma emocionante entrevista no Aberto da Austrália em que cogitou a aposentadoria, o britânico voltou às quadras e disputou 45 partidas, vencendo 26. Apesar de não conquistar títulos, encerrou o ano como número 49 do ranking, sua melhor posição desde 2017.

No ano seguinte, subiu para a 42ª colocação, mas terminou a temporada com mais derrotas do que vitórias.

Já em 2024, com apenas 18 jogos disputados devido a lesões persistentes, Murray encerrou sua carreira.

  • Três temporadas
  • 0 títulos
  • 48 vitórias em 96 partidas (50%)
  • Média de ranking ao fim do ano: Nº 84
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