Possível mudança do tênis nos jogos olímpicos pega muitos fãs de surpresa

Sede dos Jogos Olímpicos de 2032, Brisbane corre o risco de perder o direito de sediar o torneio de tênis, com Melbourne surgindo como uma alternativa viável. A incerteza se deve ao fato de que o governo de Queensland ainda não aprovou um plano para reformar e ampliar o Queensland Tennis Centre.

Segundo a News Corp, autoridades olímpicas têm mantido conversas privadas sobre a possibilidade de transferir o evento para Melbourne, que abriga o Australian Open no Melbourne Park. Essa mudança só será considerada caso Brisbane não consiga modernizar suas instalações de tênis a tempo.

Capacidade da modalidade nas Olimpíadas

Atualmente, os Jogos Olímpicos exigem arenas com capacidade para 10.000, 5.000 e 3.000 espectadores, além de um total de 12 quadras para as partidas. No entanto, a Pat Rafter Arena, principal quadra do complexo de Brisbane, possui apenas 5.500 lugares, e o centro conta com apenas cinco quadras de jogo. Além disso, o tênis olímpico recebe 30% mais jogadores e tem 75% mais partidas do que o Brisbane International, torneio de nível ATP 250 e WTA 500 realizado na cidade.

Para atender às exigências olímpicas, seria necessário um investimento de 113 milhões de dólares australianos na ampliação da estrutura. O governo de Queensland recebeu recentemente uma revisão olímpica de 100 dias para ajustar seus procedimentos e garantir que os prazos de infraestrutura sejam cumpridos.

A expectativa é que o governo estadual anuncie os próximos passos em 25 de março, após a análise do relatório. No início de 2023, a Tennis Queensland já havia solicitado a ampliação do Queensland Tennis Centre, incluindo a construção de quadras adicionais, o que representaria um aumento de 44% na capacidade do complexo para atender às demandas dos Jogos de 2032.

Não temos quadras suficientes, não há assentos suficientes e nossas instalações para os jogadores não são adequadas. Se não conseguirmos o financiamento necessário e a ampliação do número de quadras e assentos, teremos que buscar outra alternativa”, declarou Cameron Pearson, presidente-executivo da Tennis Queensland.

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