Novak Djokovic encerra ciclo no tênis após surpreendente eliminação em Indian Wells

Os desafios recentes de Novak Djokovic se intensificaram com a surpreendente derrota em Indian Wells para Botic van de Zandschulp, número 85 do ranking mundial, no último sábado (8/3).

O sérvio, atual número 7 do mundo, foi superado pelo holandês por 6-2, 3-6 e 6-1, acumulando sua terceira derrota consecutiva. Antes disso, Djokovic havia desistido do Aberto da Austrália contra Alexander Zverev e perdido para Matteo Berrettini no Aberto do Catar.

Para agravar a situação, o astro encerrou um ciclo no tênis que durava desde 2018. Essa é a primeira vez em sete anos que Djokovic sofre três derrotas seguidas – e sua recuperação pode não ser tão rápida quanto naquela ocasião.

Retorno de lesão em 2018

A recente lesão no tendão da coxa, que o obrigou a abandonar o Aberto da Austrália, pode ter impactado seu desempenho nas últimas partidas. A última vez que Djokovic enfrentou uma sequência de três derrotas foi em março de 2018, quando também retornava de um período de inatividade devido a lesão.

Após se retirar lesionado nas quartas de final de Wimbledon 2017 contra Tomas Berdych, ele ficou afastado do circuito para tratar um problema crônico no cotovelo. Com isso, terminou a temporada fora do top 10 pela primeira vez desde 2006 e chegou ao Aberto da Austrália de 2018 como cabeça de chave número 14.

Na época, Djokovic teve um início promissor no torneio, vencendo Donald Young, Gael Monfils e Albert Ramos-Viñolas. No entanto, foi surpreendido na quarta rodada por Hyeon Chung, perdendo por 7-6(4), 7-5 e 7-6(3) na Rod Laver Arena.

A derrota afetou seu ritmo, e o sérvio teve dificuldades no circuito norte-americano. Em Indian Wells, caiu para Taro Daniel (109º do ranking) por 7-6(3), 4-6 e 6-1. Em seguida, foi eliminado no Masters de Miami por Benoit Paire (47º) em sets diretos.

Sua recuperação começou apenas no saibro de Monte Carlo, onde venceu Dusan Lajovic por 6-1 e 6-0, mas a sequência de três derrotas permanece como uma das mais marcantes de sua carreira.

Resiliência e retomada

Apesar do início conturbado em 2018, Djokovic encerrou aquela temporada como número 1 do mundo. Ele encontrou dificuldades no saibro, com eliminações precoces em Monte Carlo, Barcelona e Madri, antes de alcançar a semifinal do Aberto da Itália, onde foi derrotado por Rafael Nadal.

No entanto, sua virada veio após uma surpreendente eliminação para Marco Cecchinato nas quartas de Roland Garros. Djokovic voltou à sua melhor forma no segundo semestre, chegando à final do Queen’s Club, conquistando seu 13º título de Grand Slam em Wimbledon e vencendo o US Open.

Além disso, garantiu seu primeiro título no Masters de Cincinnati e venceu o Masters de Xangai, chegando às finais do Masters de Paris e do ATP Finals.

O que esperar agora?

Um novo ressurgimento de Djokovic pode ser mais desafiador desta vez. Aos 38 anos em maio, ele já não tem o mesmo tempo de recuperação que possuía em 2018, quando estava com 30 anos.

O sérvio tem quase duas semanas até o Miami Open, torneio que não disputa desde 2019. No ano passado, após uma eliminação precoce em Indian Wells para Luca Nardi, optou por não participar. Caso decida seguir o mesmo caminho, ele poderá antecipar seu foco para a temporada de saibro e a preparação para Roland Garros.

Em 2023, Djokovic chegou às semifinais do Masters de Monte Carlo, pulou o Aberto de Madri e sofreu uma derrota inesperada para Alejandro Tabilo na terceira rodada do Masters de Roma.

Se optar por abrir mão de Miami, sua prioridade pode ser recuperar a forma física e ajustar seu jogo para um grande objetivo na temporada: voltar a ser campeão em Roland Garros.

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