Famosa voz do tênis crava o atual grande adversário de Novak Djokovic na atualidade

Novak Djokovic ainda tem a chance de alcançar o recorde de 25 títulos de Grand Slam antes de encerrar sua brilhante carreira. No entanto, um fator significativo pode impedir essa conquista, segundo o respeitado comentarista de tênis Marcus Buckland.

Atualmente, Djokovic divide o recorde de maior número de títulos de Grand Slam com a australiana Margaret Court, ambos com 24 troféus. Determinado a se tornar o único detentor dessa marca, o sérvio demonstrou que ainda pode competir em alto nível nos grandes torneios, como evidenciado por seu desempenho no primeiro Grand Slam de 2025.

No Aberto da Austrália, Djokovic protagonizou uma vitória emocionante contra Carlos Alcaraz nas quartas de final, mas foi forçado a abandonar a semifinal contra Alexander Zverev devido a uma lesão.

Esse cenário pode se repetir à medida que ele se aproxima dos 38 anos, com Buckland alertando, em entrevista ao site Tennis365, que Djokovic pode enfrentar uma batalha cada vez mais difícil contra as limitações físicas nesta fase de sua trajetória.

Tudo dependerá da sua condição física”, afirmou Buckland. “Vi imagens dele mancando recentemente, então não sabemos exatamente como ele chegará a Indian Wells. Há algumas incertezas nesse sentido.

Djokovic sempre teve uma resistência quase sobre-humana, mas não poderá manter esse nível para sempre. Ultimamente, parece estar se tornando mais difícil para ele executar seu jogo como antes.

Se o corpo não permitir, é complicado manter uma performance consistente. Claro, se ele tiver um chaveamento favorável, sua experiência e talento lhe dão chances em qualquer torneio, mas a dificuldade está aumentando.”

Outro desafio encarado pelo sérvio nas quadras

A torcida também tem sido um desafio. No Aberto da Austrália, Djokovic foi vaiado ao deixar a quadra após sua desistência contra Zverev, mais um episódio de sua relação conturbada com parte do público.

Apesar de seu sucesso inquestionável, Djokovic nunca foi unanimidade entre os fãs de tênis, e Buckland acredita que essa percepção deveria mudar. Com o fim da era que teve Roger Federer, Rafael Nadal e Andy Murray como protagonistas, o sérvio é o último grande campeão ainda em atividade.

Precisamos valorizar o fato de que Djokovic continua competindo”, destacou Buckland. “Tive o privilégio de acompanhar Federer, Nadal, Djokovic e Murray jogando em altíssimo nível ao longo dos anos.

Parecia que isso duraria para sempre, mas agora Djokovic é o único que restou. Ele merece ainda mais respeito e reconhecimento.

Sobre as vaias em Melbourne, já vimos isso acontecer antes. A torcida australiana pode ser bastante intensa e, quando paga caro pelos ingressos e não assiste ao duelo esperado, a frustração aparece. Mas isso não justifica vaiar um campeão do calibre de Djokovic.

Gostaria de acreditar que a maioria das pessoas que reagiu dessa forma se arrependeu depois. No entanto, o tênis tem seu lado passional, e quem não é fã de Djokovic pode acabar expressando sua insatisfação em momentos como esse.”

Buckland também comentou sobre a inesperada parceria entre Djokovic e Andy Murray, que assumiu um papel de treinador na equipe do sérvio durante o Aberto da Austrália. O escocês já confirmou que seguirá colaborando com Djokovic nos próximos torneios.

A parceria entre Djokovic e Murray foi uma das surpresas mais interessantes do Aberto da Austrália”, afirmou Buckland. “Ainda não sabemos em quais eventos Andy estará presente, mas será fascinante acompanhar essa dinâmica.

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